A revolução das barbearias – A origem

É quase automático: você marca um horário, chega à barbearia, conversa com o profissional da sua confiança, pede barba, cabelo e bigode, gosta do visual, e sai confiante da barbearia, para mais um dia de trabalho. Certo?

ou:

Você chega para trabalhar, recebe um cliente na cadeira, se esforça para entender o que ele quer, dá dicas sobre como cuidar melhor da barba e do cabelo, se orgulha pelo trabalho desempenhado e lá se vai mais um cliente satisfeito.

A rotina, tanto de quem chega para dar um trato no visual, quanto de quem já está lá esperando clientes, já se tornou normal. Não entediante, claro, mas como parte da vida de clientes e barbeiros, que já se acostumaram com aquele lugar bem familiar: a barbearia.

Mas nem sempre foi assim. O conforto e – por que não? – certo glamour, são coisas recentes nas barbearias. Então se acomode aí, que nós vamos te contar a história de quando navalhas descartáveis não eram uma realidade:

Será que os egípcios não gostavam de pelos?
Os registros mais antigos que temos de homens se desfazendo dos pelos no corpo é do Egito, onde membros da realeza e das classes religiosas costumavam se livrar tanto dos cabelos, quanto da barba. O que sabemos é que o gosto egípcio para o visual contava com barba, bigode e cabeça totalmente raspados.  Longe de ser o que temos hoje, mas já avançado para a época, o material que eles usavam era parecido com esse:

lâmina de barbear egito antigo

 

Grécia antiga e as primeiras barbearias!

Vamos acelerar a máquina do tempo para o século II antes de Cristo e dar de cara com o surgimento dos primeiros lugares destinados exclusivamente à barba. A preocupação dos gregos e a crença em deuses com grande apego pela estética, fez disseminar  os cuidados com a barba e os cabelos. Assim, surgiram os primeiros barbeiros: pessoas que tinham uma habilidade acima da média com trabalhos manuais, e que cuidavam exclusivamente da barba e cabelos de homens nobres e guerreiros (são também da Grécia os primeiros cosméticos e óleos para barba).

 

Império Romano

Antes da influência dos Gregos, a aparência do império Romano era cabeluda e barbuda, porém sem qualquer cuidado. Os romanos logo resolveram se diferenciar da multidão, adotando o costume grego de se barbear. E é bem possível que a lâmina usada naquela época fosse mais ou menos assim:

lâmina de barbear grécia

 

Barba, cabelo, bigode – e dentes, cirurgias, consultas médicas….

O barbeiro durante a Idade Média tinha uma função que ia bem além do que cuidar da aparência de cavalheiros preocupados com a barba e o cabelo. Frequentemente, a profissão do barbeiro-cirurgião, como era chamado, tinha tarefas como extração de dentes, pequenas cirurgias,  e tudo mais que pudesse substituir os médicos e dentistas – já que a saúde era tão cara e precária. (Já pensou pedir um corte de cabelo e a extração de um dente no mesmo lugar?!)

 

O Brasil colonial já tinha barbeiros!

Isso mesmo, meados de 1500 o Brasil colônia já tentava ensinar o ofício de barbeiro aos índios, e depois aos escravos, que se tornaram barbeiros ambulantes com uma coleção de instrumentos que incluía navalha, pentes, tesouras, amoladores, entre outros. E justamente por portar e saber usar objetos cortantes, a profissão do barbeiro se dividiu entre aqueles que só cuidavam de barbas e bigodes e aqueles que realizavam pequenas cirurgias. O barbeiro-cirurgião deixou de existir muitos anos depois e cá estamos com a profissão do barbeiro mais renovada do que nunca, e pronta para fazer sempre parte da história do país!

Agora que você já sabe de onde os barbeiros e barbearias vieram, por onde passaram e aonde chegaram, dê uma olhada em outras dicas e posts do nosso blog enquanto aguarda o próximo cliente – ou a sua vez de ser atendido!

 

 

 

Imagens:
http://nomorebodyhair.com/shaving-hub/#history-of-shaving
http://hehasawifeyouknow.tumblr.com/post/34927465794/taking-it-on-the-chin-facial-hair-and-barbers-in